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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Imbituba/SC

Com pouco mais de 40.000 habitantes, a cidade que fica situada no sul do estado, a 90 km da capital, é uma das que estão mais crescendo em Santa Catarina e quando se tem paisagens como dunas, montanhas, lagoas e nove belíssimas praias: Itapirubá, da Vila, do Porto, D’água, Ribanceira, Ibiraquera, do Luz, do Rosa e Vermelha, o turismo cresce junto com a cidade. Enquanto os brasileiros estão descobrindo as praias, o mundo já conhece faz tempo, já que a Praia do Rosa é a única brasileira a fazer parte do seleto Clube das Mais Belas Baías do Mundo e a Praia da Vila já sediou por 8 vezes o Campeonato Mundial de Surfe (WT) e é palco do Supersurf Prime 6 Estrelas, além dessas duas praias, outra praia, a de Ibiraquera recebe os campeonatos de Kitesurf, Windsurf e Stand Up Paddle.

Pelo discorrido acima já dá vontade de conhecer a cidade, ainda mais quando soubemos que as praias recebem todos os anos as baleias francas – segunda espécie de baleia mais ameaçada de extinção no planeta. No período compreendido entre julho e novembro elas visitam Imbituba para se reproduzirem, proporcionando um belo espetáculo ao natural. Facilmente vêem-se as mamães com seus filhotes batendo a cauda, esguichando e até mesmo pulando para fora da água, da beira da praia, nas dunas de Ibiraquera, dentro do carro, na estrada, ou até mesmo das pousadas. Mas, se você quiser também pode optar pelo turismo de observação junto às operadoras de ecoturismo da região, que acompanham o movimento dos mamíferos a poucos metros de distância. O melhor período para se observar as baleias é da segunda quinzena de agosto a primeira de outubro.

Fotos de divulgação da prefeitura, tiradas na rodoviária:
 
 
 
 
 

Infelizmente não foi dessa vez que usufruímos tudo que Imbituba tem de bonito a oferecer aos turistas. Chegamos à cidade com chuva, ficamos mais um dia com ela e a previsão era para mais três dias, então decidimos ir embora. Pelo menos deu para curtir um pouco do hotel - que sempre fica em segundo plano nas nossas viagens - e para pegar algumas dicas sobre a cidade.

O hotel:
 
(Observatório das baleias, no hotel)
(Mas não foi dessa vez)
(Vista do quarto) 
(Piscinas aquecidas!)
(Lá fora, as outras piscinas)
(E a noite, festival de frutos do mar)

Mais informações sobre Imbituba, do Praia Hotel Imbituba ou do projeto das baleias francas é só clicar em cima dos respectivos nomes.

(Moda verão)
(Esse fim de tarde explica a moda verão da Eiko)
(Tome nota)

Boa viagem!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Florianópolis/SC - parte final

O dia anterior foi meio frustrante, mas nada como outro passeio programado para esquecer o que passou. Desta vez escolhemos a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim ou, se preferir, simplesmente Fortaleza de Anhatomirim, localizada em uma ilha homônima, na cidade de Governador Celso Ramos.
A Fortaleza foi sede do primeiro governo de Santa Catarina, principal fortificação do antigo sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina. Este sistema era composto pelas Fortalezas de São José da Ponta Grossa e Santo Antônio de Ratones. Em 1938, Anhatomirim foi tombada pelo Iphan e hoje a manutenção e guarda está sob a responsabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina. Anhatomirim é um dos principais pontos turísticos da Ilha, mesmo pertencendo à outra cidade.
 
(Novo Paiol de Pólvora - construído no séc. XIX, já que o anterior foi considerável vulnerável)
  
(Quartel da tropa - hoje em dia há uma exposição sobre baleias)
 
(Esse pavimento é formado por uma sequência de quartos, onde os soldados dormiam todos juntos)
 
(Vista privilegiada do quarto dos soldados)
 
Escunas fazem os passeios marítimos na região, há três pontos de partida: próximo à ponte Hercílio Luz; no Trapiche da Avenida Beira-Mar (ambos no Centro) e na Praia de Canasvieiras. Ligamos para a empresa para sairmos com a escuna do centro, mas não havia vaga, então a empresa nos alocou para sairmos de Canasvieiras.

O visual do passeio é bacana, mas para isso você tem que abstrair tudo de ruim que a empresa oferece, vou relatar os que me incomodaram: os piratas falando com os turistas em “portuñol”; tentando a todo custo beijos das mulheres desacompanhadas; o guia fumante – na embarcação e quando nos contava a história da Fortaleza, no passeio; o péssimo gosto musical: funk, axé e sertanejo universitário, isso tudo em som amplificado. Depois da Fortaleza, fizemos uma parada de 1 hora para almoço do tipo que se come à vontade - a comida não é grandes coisas, mas deu para comer muito mexilhão e ostra ao bafo.
Já de barriga cheia, pensei que a volta seria mais tranquila, sem som alto – quer dizer o problema não foi o volume e sim o que estava tocando -, mas, não foi, tudo que rolou na ida, aconteceu na volta e ainda tinha mais uma parada para banho na Ilha do Francês. Ficamos uns quarenta minutos ancorados lá, como não sei nadar preferi ficar no barco fazendo a digestão.
(Ilha do francês)
 
(O guia falou que, no momento, a ilha está sob concessão da família do(s) dono(s) do jornal argentino Clarín)

Eram umas 16h e já estávamos de volta, resolvemos caminhar de Canasvieiras a Jurerê Internacional - isso dá uns 7,5 km ou se preferir 1h30min de caminhada pela estrada e praias, ficamos até o pôr-do-sol. Quando chegamos a Jurerê ainda fomos premiados com a aparição de meia duzia de botos.
(Jurerê Tradicional) 
(Jurerê Internacional)

Com o fim da estada em Florianópolis se aproximando, decidimos fazer programas mais leves nos últimos dias, fizemos trilha na praia do Forte, paramos na praia Daniela e retornamos à praia do Forte, onde fica a Fortaleza de São José da Ponta Grossa e almoçamos no restaurante do Bill, em Jurerê Internacional. Tudo programado por Wlamir e Lissandra.
 
 
A trilha é bem simples, só no início que tem uma subida íngreme, o resto é tranquilo, não precisa nem de tênis para fazê-la, se tiver, melhor, mas eu fiz de chinelo. Ficamos o dia inteiro curtindo o visual, a comida, a praia e pegando um bronzeado. Fim de tarde, fomos para casa do Wlamir, tomamos cafezinho e acabamos ficando para o jantar.
(Subida básica) 
(Depois fica bem tranquila) 
(E o melhor, não tem cobras) 
 
(Jurerê vista do alto)

Nosso último dia também foi muito bacana, pela primeira vez acordamos sem pressa, partimos para feira da Lagoa da Conceição, demos uma volta bem rápida (não precisa de muito tempo para conhecê-la, ela é pequena mesmo). Paramos para ver um pouco de Taiko, apresentado pela comunidade Nippo de Florianópolis.
Em seguida rumamos para Costa da Lagoa, onde fomos comemorar o aniversário da Eiko no restaurante Cabral juntamente com os nossos amigos.
No Cabral uma boa pedida é o peixe Carapeva, em filés grelhados, fica uma delícia.
(Bom estar entre amigos)


Só que desta vez não fomos pela Lagoa da Conceição, Wlamir nos levou até o Terminal Lacustre Parque Florestal Rio Vermelho, Cooperativa de Barqueiros Coopercosta - (48) 9104-8955. Partindo deste terminal, a travessia dura 10 minutos apenas. Importante ficar atento aos horários de volta das embarcações, já que no terminal do Rio Vermelho as atividades se encerram mais cedo.
(As embarcações param nos diversos trapiches da Costa, basta falar qual restaurante para descer no lugar correto)
(Se quiser ficar até o final da tarde, melhor ir com seu próprio meio de transporte)

Após nos deliciarmos no almoço fomos conhecer a cachoeira da Costa da Lagoa
e na volta ainda demos uma passadinha na praia Mole, mas o tempo e o horário não estavam convidativos a entrar na água. Foi só para tirar uma foto de recordação.
 
(Sempre bom pegar exemplo com os mais experientes, neste caso, o de aposentadoria tranquila)

De noite compramos um bolinho para o aniversário não passar sem o principal. E assim foi o último dia, como todos os outros de nossas vidas, recompensador.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Florianópolis/SC - parte 2

Para leitura não ficar muito cansativa, resolvi postar Florianópolis em três partes. A segunda começa aqui embaixo:

Certo dia de manhã acordamos dispostos a conhecer a praia de Lagoinha do Leste, que por ser de difícil acesso ainda é pouco visitada. Pode-se chegar à praia, somente por trilha, a partir de dois pontos: o primeiro, para quem sai de Pântano do Sul, gasta-se aproximadamente uma hora ou a partir do segundo, que começa na praia de Matadeiro, mais longa (dura em torno de 2h30min), mas durante o percurso há vistas maravilhosas das praias do Morro da Pedra, do Campeche, da Joaquina e até das pontes que ligam a ilha ao continente. Escolhemos a segunda opção.
(Eles sabem viver pacificamente...) 
(... e em harmonia) 
(Em direção à praia Matadeiro)

Compramos água, lanche, estávamos com calçados adequados, repelente e muita disposição, só não contávamos com um empecilho: uma jararaca. Já estávamos na mata totalmente fechada e com uma hora de trilha quando Eiko quase pisou na cobra. Sorte a nossa que a cobra estava tomando seu banho de sol e não estava nem um pouco a fim de dar uma abocanhada em alguém, recuamos e ela se escondeu por entre pedras e vegetação. Como não era qualquer cobra resolvemos voltar, mesmo com uma pontinha de frustração por chegar tão perto e não conhecer a praia e as paisagens.
(Parte da trilha)
(A que vimos era dessa aí - foto infoescola)
 

Retomamos à praia do Matadeiro, ficamos um tempo e depois pegamos o ônibus para Lagoa da Conceição.
(Quase deserta) 
(Quase)

Lagoa da Conceição fica a 20 km do centro da cidade, reúne praias, dunas, montanhas, e é a maior lagoa de Florianópolis, além de ter diversas localidades como o centro, também conhecido como “centrinho”, o Canto da Lagoa (na Lagoa de Dentro), a Barra da Lagoa (onde termina o canal que deságua no mar), a Costa da Lagoa.

O bairro conta com bares, restaurantes, cafés, padarias e a vida noturna é intensa. No domingo à tarde tem feira de artesanato, mas não crie muitas expectativas em relação à feira, pois ela é pequena e não há muita coisa diferente.

Diante de tantas opções fizemos o passeio de barco pela Costa da Lagoa, na verdade não se trata de passeio, o barco é o meio de transporte dos moradores da Costa, mas como para turista tudo é diferente, fomos. Em, aproximadamente, uma hora de travessia se chega ao destino, na Costa há uma variedade de restaurante. Foi bom para escolhermos onde comeríamos no domingo. Fizemos o reconhecimento local e logo em seguida pegamos o barco  de volta, paramos no centrinho e tomamos café da tarde na padaria Pró-pão.
(Chegando) 
(Conhecendo a comunidade) 
(Entrando aqui, é só escolher um restaurante) 
(Seguindo em frente, tem-se acesso à cachoeira) 


Em breve publico a parte final.